sábado, 13 de dezembro de 2025

Tempo Sob Tensão: Mito ou Verdade? 🤔

 



Bora de papo reto, galera da força! 💪 Já ouviu que o segredo pra crescer é passar a vida na 'tensão sob tensão'? Tipo, fazer o movimento beeeem lentinho pra sentir o músculo fritar? ⏳


Calma lá! Enquanto o TUT (Tempo Sob Tensão) tem seu valor, o que realmente faz a diferença pra hipertrofia e força é a CARGA PROGRESSIVA. Sim, o peso na barra! 🏋️‍♂️


Seu músculo não sabe quanto tempo ele passou sob tensão; ele responde ao estímulo de levantar cada vez mais peso ou levantar o mesmo peso por mais repetições, com técnica impecável. É a sobrecarga que manda!


Então, menos neura com a velocidade e mais foco em levantar pesado e de forma inteligente. Sinta-se forte, não apenas 'tenso'! 😉


Qual sua experiência? Você já caiu nessa de focar demais no TUT? Conta aqui! 👇


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domingo, 12 de outubro de 2025

TREINAMENTO ESPORTIVO - POR COSTA RODRIGUES TREINADOR


Durante toda minha graduação e minha vida no treinamento de força, pouco mais de 30 anos, sempre busquei a melhor definição para o termo treinamento esportivo. Uma definição concisa e completa, que captasse os elementos essenciais do treinamento esportivo. Foi então que com base na minha experiencia e influenciado pelos grandes estudiosos do treinamento esportivo com o prof. Matveev, dentre outros, que cheguei a seguinte conclusão: 

TREINAMENTO ESPORTIVO É:

    "Forma de intervenção, por estímulos externos e conhecidos, aplicável a um atleta por um treinador, para produzir alterações controladas no organismo."


A análise pode ser dividida na avaliação dos seus quatro componentes principais:

1. "Forma de intervenção..." sugere um processo intencional e planejado, o que é fundamental no treinamento.

2. "... por estímulos externos e conhecidos..." remete à carga de treino (exercícios, volume, intensidade), e "conhecidos" destaca o princípio da especificidade e da ciência do esporte (o treinador sabe o que está aplicando e o porquê). Aqui quero diferenciar o treino de meras atividades físicas.
3. "... aplicável a um atleta por parte de um(a) treinador(a)..." os atores principais e o contexto:
  • "Atleta": Foca no contexto do esporte (em vez de apenas "indivíduo").
  • "Treinador(a)": Identifica o agente responsável pela aplicação, o que confere o caráter pedagógico e de autoridade técnica. 

4. "... para produzir alterações controladas no organismo." o objetivo final do treinamento, é a adaptação biológica.
    • "Alterações": Significa as adaptações fisiológicas, morfológicas e funcionais (ganho de força, resistência, velocidade, etc.).

    • "Controladas": Reforçar que a alteração não é aleatória, mas sim resultado da aplicação dos princípios da carga (sobrecarga, progressão, especificidade, etc.) para evitar lesões e maximizar o desempenho.

    • "No organismo": Conclui o processo biológico visado.

Ela abrange os três pilares do treinamento esportivo:

  1. Agente (Quem?): Treinador(a).

  2. Processo (Como?): Intervenção por estímulos externos e conhecidos.

  3. Objetivo (Para quê?): Produzir alterações controladas no organismo.


segunda-feira, 22 de setembro de 2025

PRÉ-TREINO B.O.P.E

 


B.O.P.E

Carbonato De Magnésio powerlifting crossfit escalada 5kg


 Pó de Magnésio Esportivo


Sua utilização é indicada para melhorar a aderência durante os movimentos e aumentar o desempenho em diversas práticas esportivas,como ginástica olímpica, Crossfit, pole dance, halterofilismo, entre outros.
Maior durabilidade e absorção do suor Ideal para esportes de alta performance. Testado e aprovado pelos melhores atletas

Conteúdo da embalagem: 05 Saco Plástico de 01 kilo

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sábado, 5 de julho de 2025

MANUAL DO ECTOMORFO

 

Descubra o segredo para ganhar massa muscular mesmo sendo ectomorfo. Siga um plano ajustado para acelerar o seu metabolismo de forma eficiente e alcance os resultados desejados.
Com esse combo voçê vai receber inteiramente gratis:

1 - Guia de SUPLEMENTAÇÃO;
2 - Guia dos MACRONUTRIENTES;
3 - Guia da SUPER DIETA;
4 - Super Planilhas de TREINO;
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O Protocolo do Ectomorfo já ajudou milhares de pessoas a ganharem massa muscular de forma definitiva.

Criado por especialistas, esse método é testado e aprovado por quem luta contra o metabolismo acelerado.

Agora é a sua vez de experimentar essa transformação!

 MANUAL DO ECTOMORFO

DOMINANDO O AGACHAMENTO 2ª EDIÇÃO (2025) Um guia completo para força, técnica e progresso real.

 

 

DOMINANDO O AGACHAMENTO 2ª EDIÇÃO (2025)
Um guia completo para força, técnica e progresso real.

Se você quer melhorar sua força, dominar a técnica do agachamento e construir uma base física sólida e funcional, este é o livro certo para você.

Na nova edição atualizada de Dominando o Agachamento, você encontrará:

Explicações biomecânicas detalhadas para entender cada fase do movimento;
Técnicas de correção para problemas comuns de execução;
Rotinas práticas para todos os níveis do iniciante ao atleta avançado;
Abordagem baseada em ciência com os métodos mais eficazes de treino, como Hepburn, Ondulatório e VBT;
Dicas de ativação muscular e prevenção de lesões;
✅ Novos gráficos, imagens explicativas e conteúdo expandido com base nos estudos mais recentes até 2025.

Escrito para atletas, treinadores, fisioterapeutas e apaixonados por treinamento de força, este guia é um verdadeiro manual de referência para quem quer levar o agachamento a sério.


Prepare-se para agachar melhor, mais forte e com mais propósito.
Transforme sua base. Domine o movimento. Evolua.


DOMINANDO O AGACHAMENTO SEGUNDA EDIÇÃO 

domingo, 22 de junho de 2025

Perda de velocidade nas séries próximas da falha

 


Vários estudos demonstraram que, quando as séries de treinamento de força são realizadas mais próximas da falha muscular, a intensidade da fadiga experimentada durante o treino (fadiga peri-treino) é maior. Isso pode ser observado registrando a perda de velocidade durante as repetições de esforço máximo.

Esse é um ponto central da fisiologia do treinamento de força moderno.

O fato de perder velocidade nas repetições ao se aproximar da falha reflete principalmente um acúmulo de fadiga neuromuscular aguda. Vários mecanismos interagem nesse processo, mas podemos resumir os principais assim:


1️⃣ Fadiga central (neural)

  • Há redução da capacidade do sistema nervoso central (SNC) em enviar impulsos máximos aos músculos.

  • Redução do “drive cortical” para unidades motoras de alta limiar.

  • Isso leva a menor recrutamento e menor frequência de disparo dos motoneurônios.

  • Resultado: menos unidades motoras ativas para gerar força — e a velocidade da repetição cai.

Referências: Gandevia (2001), Taylor et al. (2006)


2️⃣ Fadiga periférica (intramuscular)

  • Dentro do músculo, ocorre:

    • Acúmulo de metabólitos (H⁺, Pi, ADP, lactato).

    • Disfunção na liberação/recaptura de cálcio no retículo sarcoplasmático.

    • Redução da sensibilidade do aparato contrátil ao cálcio.

    • Menor eficiência do ciclo de ponte cruzada actina-miosina.

  • Tudo isso reduz a capacidade contrátil das fibras ativas, diminuindo a força produzida em cada repetição.

Referências: Allen et al. (2008), Westerblad et al. (2002)


3️⃣ Desacoplamento neuromecânico

  • Mesmo que o SNC envie comandos, o sistema muscular começa a responder de forma menos eficiente.

  • As pontes cruzadas demoram mais para gerar força.

  • A resultante é queda progressiva na velocidade de movimento.


4️⃣ Feedback aferente (inibição reflexa)

  • Receptores sensoriais musculares (como os III e IV aferentes) detectam acúmulo de metabólitos e tensão elevada.

  • Enviam sinais inibitórios para o SNC → redução da ativação motora como proteção contra dano.

  • Contribui para a redução na velocidade de execução.

Referências: Amann & Dempsey (2008)


🔑 Resumo final:

A perda de velocidade ao longo das séries próximas da falha é principalmente causada por interação de fadiga central e periférica, com papel dominante:

✅ Central → Redução de drive neural
✅ Periférica → Acúmulo de metabólitos, falha no acoplamento excitação-contração
✅ Feedback aferente → Inibição reflexa protetora



terça-feira, 17 de junho de 2025

Entendendo os Coeficientes Wilks, Reshel e Sinclair no Powerlifting e LPO


Entendendo os Coeficientes Wilks, Reshel e Sinclair no Powerlifting e LPO

No mundo dos esportes de força, como o Powerlifting e o Levantamento de Peso Olímpico (LPO), comparar o desempenho de atletas de diferentes pesos corporais é um desafio constante. Afinal, levantar 200 kg sendo um atleta de 60 kg tem um impacto fisiológico diferente de levantar o mesmo peso com 120 kg. É aí que entram os coeficientes de ajuste, que permitem uma comparação mais justa e objetiva entre atletas de diferentes categorias. Entre os mais conhecidos estão o Wilks e o Reshel (usados no Powerlifting), e o Sinclair (usado no LPO).

Por que precisamos de coeficientes?

A força muscular não cresce linearmente com o peso corporal. Ou seja, um atleta com o dobro do peso corporal de outro, normalmente não consegue levantar o dobro de peso. Os coeficientes consideram essas variações fisiológicas e antropométricas, e tentam estabelecer uma relação matemática que permita comparar atletas de categorias distintas, premiar o "melhor levantador" da competição de forma mais justa e avaliar performances ao longo da carreira.


Coeficiente Wilks (Powerlifting)

O Wilks Score, criado por Robert Wilks, foi por muitos anos o padrão mundial no Powerlifting (inclusive em federações como IPF, GPC, WPC, etc). Ele calcula um fator baseado no peso corporal do atleta, que ajusta o total levantado (soma de agachamento, supino e levantamento terra).

A fórmula do Wilks utiliza uma equação polinomial com coeficientes específicos para homens e mulheres, baseados em grandes bases de dados de performances passadas.

Exemplo de uso:

  • Atleta A: 90 kg de peso corporal, total de 700 kg.

  • Atleta B: 60 kg de peso corporal, total de 600 kg.

Ao aplicar o Wilks, muitas vezes o atleta mais leve pode obter um score superior, mesmo levantando menos peso absoluto.

Críticas ao Wilks:

  • Com o tempo, a fórmula foi criticada por favorecer certas categorias.

  • Não acompanhava a evolução dos recordes e o crescimento das federações.

  • Em 2020, algumas federações passaram a adotar outras fórmulas como o IPF GL (Goodlift) ou DOTS, considerados mais modernos e precisos.


Coeficiente Reshel (Powerlifting, especialmente em algumas federações e categorias máster)

O Reshel é um coeficiente menos conhecido, mas ainda utilizado em algumas organizações e categorias específicas, como em eventos máster. Sua lógica é semelhante à do Wilks, mas com uma fórmula própria de ajuste que, em alguns casos, oferece um equilíbrio melhor para atletas veteranos.

  • Leva em consideração não só o peso corporal, mas em algumas variações inclui também idade e sexo.

  • É mais comum em competições veteranas (Master), onde a idade começa a ser um fator limitante significativo para a performance.

Por ser menos difundido que o Wilks e o DOTS, o Reshel não é tão utilizado em campeonatos internacionais.


Coeficiente Sinclair (Levantamento Olímpico - LPO)

O Sinclair é o padrão global para o LPO (snatch + clean and jerk). Assim como o Wilks, ele busca neutralizar o impacto do peso corporal, permitindo comparar, por exemplo, um halterofilista da categoria 61 kg com um superpesado de 109 kg+.

A fórmula Sinclair é recalculada periodicamente pela Federação Internacional de Halterofilismo (IWF), com base nos recordes mundiais atualizados. Assim, ela se adapta à evolução do esporte.

Características do Sinclair:

  • Aplicado sobre o total obtido (Snatch + Clean & Jerk).

  • Possui uma constante (A) e um fator de correção (b) aplicados à fórmula.

  • Permite premiar o "best lifter" mesmo entre atletas de categorias bem distintas.

Exemplo:

  • Atleta 1 (61 kg) levanta 280 kg no total.

  • Atleta 2 (96 kg) levanta 350 kg.

Pelo Sinclair, pode ser que o atleta mais leve tenha melhor desempenho relativo, mesmo com menor total absoluto.


Conclusão

Os coeficientes Wilks, Reshel e Sinclair são ferramentas matemáticas essenciais para dar justiça e objetividade às competições de força. Cada um tem suas particularidades, vantagens e limitações, mas todos cumprem um papel importante:

  • Wilks: usado historicamente no powerlifting, especialmente até 2019.

  • Reshel: ainda aplicado em algumas categorias máster.

  • Sinclair: padrão do levantamento olímpico.

Entender esses coeficientes é importante não só para atletas, mas também para treinadores, árbitros e o público em geral, pois nos ajudam a enxergar a grandiosidade de performances que, muitas vezes, não são captadas apenas pelo peso absoluto levantado.



quarta-feira, 30 de abril de 2025

AERÓBICO x HIPERTROFIA: INIMIGOS OU ALIADOS?

 


Por décadas, a ideia de que o exercício aeróbico prejudica a hipertrofia muscular foi amplamente aceita na comunidade científica e entre praticantes de musculação. A explicação tradicional girava em torno da interferência molecular, onde diferentes vias de sinalização celular competiriam entre si, reduzindo os ganhos de massa muscular. No entanto, essa hipótese tem sido cada vez mais contestada, e novas evidências sugerem que o verdadeiro vilão pode ser a fadiga induzida pelo aeróbico .


A Fadiga: O Real Obstáculo para a Hipertrofia?


O crescimento muscular significativo depende de dois fatores essenciais:

1. Recrutamento elevado de unidades motoras , que ativa um grande número de fibras musculares.

2. Tensão mecânica suficiente em cada fibra muscular , garantindo estímulos adequados para hipertrofia.


O problema surge quando o exercício aeróbico é realizado antes ou próximo ao treino de força. A fadiga gerada pelo aeróbico pode comprometer ambos os fatores, reduzindo a capacidade do sistema nervoso central de recrutar unidades motoras e diminuindo a tensão mecânica nas fibras musculares. Isso ocorre por mecanismos como a falha no acoplamento excitação-contração , causada por alterações nos níveis de cálcio intracelular.


Quando o Aeróbico Realmente Prejudica a Hipertrofia?


A interferência da fadiga pode ocorrer de duas formas:

- Fadiga peri-treino : Quando o aeróbico é realizado imediatamente antes do treino de força, reduzindo a capacidade de gerar força máxima.

- Fadiga pós-treino : Quando o aeróbico é feito no dia anterior ao treino de força, comprometendo a recuperação muscular e diminuindo o estímulo de hipertrofia.


Além disso, o impacto negativo do aeróbico na hipertrofia é maior quando:

- A intensidade do aeróbico é muito alta (exemplo: HIIT intenso).

- A duração do aeróbico é prolongada (corridas longas ou treinos de resistência).

- O aeróbico envolve contrações excêntricas (corrida, por exemplo, gera alto impacto excêntrico).

 

A Polêmica: Aeróbico Deve Ser Evitado?

Aqui entra a grande polêmica: o aeróbico realmente deve ser evitado por quem busca hipertrofia? Alguns especialistas defendem que o aeróbico pode ser benéfico se bem estruturado, ajudando na recuperação muscular e melhorando a capacidade cardiorrespiratória, o que pode até otimizar treinos de força](https://www.hipertrofia.org/blog/2016/12/22/beneficios-dos-aerobicos-na-hipertrofia-e-como-conciliar-os-dois/). Outros argumentam que, se o objetivo principal for hipertrofia, o aeróbico deve ser minimizado ou ajustado para evitar interferências.


A solução pode estar no equilíbrio:

- Evitar aeróbicos de alta intensidade antes do treino de força .

- Priorizar aeróbicos de baixa intensidade e curta duração .

- Optar por atividades com menor impacto excêntrico, como ciclismo ou remo .

 

Conclusão

O debate sobre aeróbico e hipertrofia continua aceso. Enquanto novas pesquisas contestam a interferência molecular, a fadiga surge como um fator crucial na redução dos ganhos musculares. A chave para um treinamento eficiente pode estar na moderação e no planejamento estratégico , garantindo que o aeróbico seja utilizado sem comprometer a hipertrofia. Afinal, será que realmente precisamos abandonar o aeróbico para maximizar os ganhos? Ou será que a ciência ainda tem mais respostas para nos dar?


"Por muitos anos, pesquisadores têm argumentado que o exercício aeróbico reduz a hipertrofia produzida por treinos de força por meio de um complexo mecanismo de interferência de sinalização molecular. Recentemente, essa hipótese tem sido criticada a ponto de não ser mais sustentável. No entanto, há uma explicação simples na forma de interferência da fadiga. Sabe-se que o crescimento muscular significativo requer [1] níveis muito altos de recrutamento de unidades motoras e [2] níveis suficientemente altos de tensão mecânica de uma única fibra muscular. Os mecanismos de fadiga reduzem tanto o recrutamento de unidades motoras (por meio de mecanismos de fadiga do sistema nervoso central) quanto a tensão mecânica de uma única fibra muscular (por meio de mecanismos de fadiga relacionados a íons de cálcio, como falha no acoplamento excitação-contração). Quando realizados imediatamente antes dos treinos de força, a fadiga peri-treino experimentada durante o exercício aeróbico se espalhará e reduzirá o estímulo de hipertrofia experimentado no treino de força. Quando realizados no dia anterior aos treinos de força, a fadiga pós-treino experimentada durante o exercício aeróbico também reduzirá o estímulo de hipertrofia experimentado no treino de força. O exercício aeróbico envolve maior fadiga quando [1] é de maior intensidade, [2] tem maior duração e [3] envolve contrações excêntricas. Portanto, quando desejamos combinar exercícios aeróbicos no mesmo programa de treinamento de força, é útil evitar tipos de exercícios aeróbicos com um componente excêntrico proeminente (como corrida) e evitar intensidades muito altas e durações muito longas." Chris Beardsley (2025).

O que você acha? Deixe sua opinião nos comentários!



Referências Bibliográficas


- Ribeiro, P. H. D. (2011). A influência do treinamento concorrente no processo de adaptação à hipertrofia muscular . Universidade Federal de Minas Gerais. [Acesse aqui](http://www.eeffto.ufmg.br/eeffto/DATA/defesas/20150715160040.pdf)

- Lenzi, S. (2019). A influência do treinamento aeróbico para hipertrofia . Treino Mestre. [Acesse aqui](https://treinomestre.com.br/influencia-treinamento-aerobico-para-hipertrofia/)

- Hipertrofia.org (2016). Benefícios dos aeróbicos na hipertrofia (e como conciliar os dois) . [Acesse aqui](https://www.hipertrofia.org/blog/2016/12/22/beneficios-dos-aerobicos-na-hipertrofia-e-como-conciliar-os-dois/)




segunda-feira, 21 de abril de 2025

Strongman and Powerlifting - os efeitos do treinamento de alta intensidade e curta duração na estética e na saúde.

 


 

A importância dos métodos e exercícios de Strongman e Powerlifting no treinamento de força voltado para saúde e estética


O treinamento de força é amplamente reconhecido como essencial para melhorar a saúde e contribuir para objetivos estéticos, como definição muscular e tonificação. Contudo, a implementação de exercícios e métodos advindos das modalidades Strongman e Powerlifting, que colocam a força como sua essência, pode oferecer benefícios exclusivos e eficazes para quem busca resultados em saúde e estética.


Métodos que desafiam e desenvolvem a força em sua essência

As modalidades Strongman e Powerlifting têm como característica principal o foco na força absoluta e funcional. No Powerlifting, por exemplo, os três movimentos fundamentais — agachamento, supino e levantamento terra — são considerados pilares para o desenvolvimento de força pura. Já no Strongman, os exercícios como levantamento de pedras (Atlas Stones), transporte de cargas pesadas (Farmer’s Walk) e o uso de objetos irregulares, são exemplos de como trabalhar força funcional e adaptável.


Esses métodos não apenas melhoram a capacidade de gerar força máxima, mas também envolvem recrutamento muscular complexo, alta demanda neuromuscular e desafios ao corpo como um sistema integrado. Para quem busca saúde, a melhora do sistema musculoesquelético e a prevenção de lesões são claras vantagens. Para objetivos estéticos, esses exercícios promovem hipertrofia funcional, aprimorando o volume muscular e a definição.

Benefícios para Saúde

- Melhora na composição corporal: Exercícios de alta intensidade e carga, como o levantamento terra ou o transporte de cargas no Strongman, aceleram o metabolismo, favorecendo a redução de gordura e o aumento de massa magra.

- Fortalecimento dos ossos e articulações: O trabalho com altas cargas estimula a densidade óssea e a estabilidade articular, reduzindo o risco de lesões e osteoporose.

- Saúde cardiovascular: Movimentos dinâmicos no Strongman, como o Farmer’s Walk, exigem condicionamento cardiovascular enquanto mantêm a intensidade muscular elevada.

Benefícios para Estética

- Hipertrofia muscular funcional: Os exercícios dessas modalidades promovem ganhos sólidos em massa muscular, que são harmoniosos e aplicáveis ao dia a dia.

- Melhoria na definição muscular: Por envolver grandes grupos musculares em movimentos compostos, o treinamento maximiza o tempo sob tensão e ativa fibras musculares profundas.

- Desenvolvimento proporcional: A abordagem integrada de Strongman e Powerlifting ajuda a construir um físico simétrico e estético.

A integração no treinamento para saúde e estética

Incorporar os métodos dessas modalidades no treinamento requer um planejamento estratégico, adaptado ao nível de cada praticante. Movimentos como o levantamento terra podem ser usados como base para força geral, enquanto exercícios mais específicos do Strongman, como o transporte de cargas, podem ser adicionados para combinar força e funcionalidade.

Além disso, o uso de cargas progressivas no Powerlifting é ideal para estruturar ciclos de treinamento, enquanto o trabalho dinâmico do Strongman pode oferecer variação e complementaridade. Essa integração potencializa resultados, mantendo o treino desafiador, motivador e com foco equilibrado entre força, saúde e estética.

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Como manter o estímulo mais adequado para hipertrofia no seu treino.




Existem 5 variáveis de treinamento que determinam a magnitude da fadiga pós-treino:

[1] volume de treinamento; 
[2] intervalo de repetições;
[3] proximidade da falha; 
[4] perfil de resistência e 
[5] a natureza da fase excêntrica. 

Essas por sua vez, afetam a fadiga muscular pós treino. De que forma? alterando a quantidade de acúmulo de íons de cálcio, seja do retículo sarcoplasmático ou através dos canais iônicos ativados por estiramento. Comprometendo a qualidade do seu treino.

Volumes de treinamento maiores, intervalos de repetições mais altos(envolvendo cargas leves) e treinamento mais próximo da falha envolvem a exposição das fibras musculares(especialmente as fibras de contração rápida que são mais suscetíveis à fadiga relacionada aos íons de cálcio) a mais íons de cálcio do retículo sarcoplasmatico porque o músculo é ativado por um período de tempo mais longo (Beardsley, 2025).

Por que o cálcio é importante? Os íons de cálcio têm um papel crucial na contração muscular. No entanto, quando acumulados em excesso, eles podem prejudicar as fibras musculares, especialmente as fibras de contração rápida (que são mais vulneráveis à fadiga).

O acúmulo pode vir do retículo sarcoplasmático ou do espaço extracelular. Quando o músculo é ativado ou alongado intensamente, esses íons entram no citoplasma das células musculares e provocam fadiga.

De fato, maiores volumes de treinamento, intervalos de repetições mais altos (envolvendo cargas mais leves) e treinamento mais próximo da falha envolvem a exposição das fibras musculares (especialmente as fibras musculares de contração rápida que são mais suscetíveis à fadiga relacionada aos íons de cálcio) a mais íons de cálcio do retículo sarcoplasmático porque o músculo é ativado por um período de tempo mais longo. 

Da mesma forma, treinar com um exercício em posição mais alongada (ou usando um parcial alongado) e treinar com uma fase de descida mais lenta (excêntrica) ou uma fase de descida de maior intensidade (excêntrica) usando liberadores de peso também envolve a exposição das fibras musculares (especialmente as fibras musculares de contração rápida, que são mais suscetíveis à fadiga relacionada aos íons de cálcio) a maiores quantidades de íons de cálcio. Em contraste, a fonte dos íons de cálcio nesses casos é o espaço extracelular. 

Enquanto as fibras musculares são alongadas, os canais iônicos ativados pelo alongamento se abrem e permitem que os íons de cálcio circundantes entrem no citoplasma da fibra muscular, onde causam exatamente os mesmos problemas que os íons de cálcio que entram pelo retículo sarcoplasmático. 

Reduzir a fadiga pós-treino, manter o estímulo mais adequado para hipertrofia o seu treino envolve necessariamente minimizar cada uma dessas variáveis individuais de treinamento, mantendo um alto estímulo de hipertrofia(Beardsley, 2025).